sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O BOTECO DA JAQUEIRA

Meu avô sempre foi um homem respeitado na cidade por conta de ser o único fotografo e um grande comprador de diamantes, um senhor baixo e troncudo. Um dia passando pela Rua da Jaqueira juntamente com um amigo jogando conversa fora. Meu avô gostava de tomar uma cachacinha.

Então ambos entram em um boteco, aproximando do balcão pede duas pingas, o que foram logo atendidos, porem à senhora coloca as pingas em um copo shot, esses copos de dose com o fundo grosso, meu avô não gostava de beber nele. Pediu desculpa a dona dizendo que não iria beber, explicando o motivo.

O marido dela observava tudo atentamente e achou aquilo um afronte saindo logo de encontro ao meu avô com uma peixeira nas mãos para dá nele. Vovô se esquivou pegando no pescoço do homem e erguendo-o, segurou firme até o sujeito soltar a peixeira no chão, enquanto isso a mulher já vinha pelo outro lado com um porrete e com um simples movimento também pegou seu pescoço agarrado, pondo os dois no ar.

O homem em total desespero já colocava quase um palmo de língua para fora e a mulher se batia feito um pássaro em uma arapuca. 
- Solte esses dois João. Vamos embora, daqui a pouco a policia chega ai.

Meu avô soltou os dois, que caíram recuperando o fôlego em quando ambos saiam tranquilamente daquele boteco com se nada estivesse acontecido. Meu avô ainda saiu assobiado.

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