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sábado, 23 de novembro de 2013
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
INIMIGO QUASE MORTAL
Começou com uma simples brincadeira
de bolinha de gude, apenas um ganhava, saltando altas gargalhadas mangando da
cara do outro que já estava peidando de tanta raiva. Um dos garotos, que de
fora observava toda trama. Resolveu jogar mais lenha na fogueira.
Abaixou fazendo dois riscos no chão
dizendo:
- Esta aqui é a sua mãe e esta é a
dele. A mãe de quem apagar primeiro morre. Quero ver quem vai apagar a de quem?
Paramos em frente um do outro
esperando para ver quem seria o primeiro engraçadinho a tomar decisão. Ficamos
ali imóveis por alguns minutos, olhando fundo no olho do outro eufórico para entrarem
aos tapas.
- Vai apaga você, se tem coragem.
Não deu nem tempo de fechar a boca
e um dos garotos tomando a decisão já passava o pé apagando o risco que seria a
mãe do outro. Ambos saíram correndo um atrás do outro, alcançando foi aquele
alvoroço até chegar às mães, com um chicote para bater nos dois.
CONSERTANDO O CASAMENTO
João Macarrão, casado com a filha de dona Ana Araujo, certa vez envolveu
com uma moça mesmo sendo ele casado há quatro anos, uma moça muito mais jovem
que a sua atual esposa, mais bela e acima de tudo carinhosa. Tudo começou por
trocas de torpedos via celular, a cada instante um novo aviso, uma nova
mensagem. Com o passar dos dias isso foi tornando cada vez mais constante e
quando não acontecia o deixava bastante ansioso, então ele mesmo dava um jeito
de enviar um torpedo para ela.
Seu relacionamento não andava bem e estava passando por algumas crises naquele exato momento, crise que qualquer casal passa, mas para ele estava sendo uma barra pesada e de certa maneiro isso o afetava muito e o deixava em duvida em quanto o seu casamento, a duvida não é uma coisa boa. Então João marcou um encontro com aquela jovem.
Por fim se encontraram as escondidas tomando todo cuidado possível,
conforme haviam planejados. Trocaram uns bons amasso uma coisa de louco. O pior
é que ele estava gostando de tudo aquilo, seus olhos brilhavam e ambos suavam
muito. Ficaram ali por algumas horas abraçadas, trocando beijos e conversando
de como seria as suas vidas daquele momento em diante. Ele, um rapaz casado o
que ela já sabia perfeitamente deixando que um sentimento passageiro o domasse
invadindo seu intimo. Despediram-se com um sorriso escancarado no rosto e
com a idéia fixa de se encontrarem novamente.
Ao chegar à primeira esquina seu celular toca, era a esposa indagando-o por onde havia andado, João sentiu um tremendo aperto no coração, uma onda de arrependimento invadir seu coração e o peso da consciência. No mesmo momento pegou o celular e envia um torpedo para sua futura “amante” dizendo que estava agindo errado indo de desencontro aos ensinamentos de Deus que não queria mais vê-la daquele momento em diante iria honra seu juramento diante o altar com a sua mulher, sendo assim não iria mais levar isso adiante que tudo deveria ser terminado, seria bom isso acontecer agora, pois mais na frente se continuasse levando isso adiante poderia sair um dos dois machucados. Ainda havia tempo de corrigir seus erros em relação ao seu relacionamento, havia cometido muitos erros, afinal ao casar fez uma promessa de viver unido na alegria, na dor e na tristeza.
Que ele apenas aprendera a viver com a felicidade e com a alegria,
esquecera de está presente no momento de dor e de tristeza quando sua esposa
mais precisava.
O BACULEJO
Mauricio e Antonio, dois bóias-frias, terminaram o trabalho e foram para a beira da estrada esperar o carro que os levaria de volta à cidade. No ponto de encontro, encontraram outros colegas de profissão. Jogaram suas bolsas no chão e sentaram em cima delas, ansiosos para que o tempo passasse mais rápido. De vez em quando, um deles se levantava para esticar as pernas.
De longe, perceberam que estavam sendo observados por um policial militar. Olhavam de relance, desviando o olhar para que o policial não notasse. Comentaram entre si, tranquilizando-se, pois não eram bandidos e não tinham motivo para ter medo.
O policial entrou na base e a tranquilidade voltou. De repente, quatro policiais fortemente armados saíram, parecendo prontos para enfrentar uma guerra. Todos ficaram aflitos, pois não estavam acostumados com aquela situação. Os policiais se aproximaram, mandando todos ficarem de pé e chamando-os de vagabundos e outros insultos. Um senhor e uma senhora, acompanhados de suas crianças, que também estavam ali, levantaram-se, mas os policiais pediram para que se sentassem, pois não era com eles.
Os policiais exigiram que abríssemos as mochilas, nos tratando como suspeitos. Claro que éramos suspeitos, estávamos todos sujos e carregávamos mochilas velhas. Não adiantou dizer que éramos cidadãos, que estávamos trabalhando e que apenas esperávamos o carro que nos levaria de volta para casa. Abrimos as mochilas, revelando apenas roupas sujas. Mostramos nossos documentos e o dinheiro que tínhamos ganhado. Eles nos interrogaram sobre o dinheiro, questionando como o tínhamos conseguido.
Procuraram por registros policiais, os quais nunca tivemos. Enfim, o ônibus chegou e estávamos ali, ainda sendo abordados. O motorista parou, esperando por nós e nos pressionando a entrar: 'Vamos, senão irei deixar vocês aqui'. Pedimos aos policiais, com todo o desespero, que nos deixassem ir embora, implorando pelo amor de Deus, explicando que não éramos vagabundos nem traficantes. Eles sorriram e nos liberaram.
O BOTECO DA JAQUEIRA
Meu avô sempre foi um homem respeitado na cidade por conta de
ser o único fotografo e um grande comprador de diamantes, um senhor baixo e
troncudo. Um dia passando pela Rua da Jaqueira juntamente com um amigo jogando
conversa fora. Meu avô gostava de tomar uma cachacinha.
Então ambos entram em um boteco, aproximando do balcão pede
duas pingas, o que foram logo atendidos, porem à senhora coloca as pingas em um
copo shot, esses copos de dose com o fundo grosso, meu avô não gostava de
beber nele. Pediu desculpa a dona dizendo que não iria beber, explicando o
motivo.
O marido dela observava tudo atentamente e achou aquilo um
afronte saindo logo de encontro ao meu avô com uma peixeira nas mãos para dá
nele. Vovô se esquivou pegando no pescoço do homem e erguendo-o, segurou firme
até o sujeito soltar a peixeira no chão, enquanto isso a mulher já vinha pelo
outro lado com um porrete e com um simples movimento também pegou seu pescoço
agarrado, pondo os dois no ar.
O homem em total desespero já colocava quase um palmo de
língua para fora e a mulher se batia feito um pássaro em uma arapuca.
- Solte esses dois João. Vamos embora, daqui a pouco a policia
chega ai.
Meu avô soltou os dois, que caíram recuperando o fôlego em
quando ambos saiam tranquilamente daquele boteco com se nada estivesse
acontecido. Meu avô ainda saiu assobiado.
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