Eram tantos ritmos,
que eu até me confundia,
aos sons dos
instrumentos:
repique, cuíca,
bandolim, reco-reco, pandeiro e o cavaquinho.
Aconteciam os pagodes
nas celebres festas
das casas das tias baianas,
onde de um lado, os
pobres recém – libertos,
moradores dos
cortiços do Rio
recitavam seus versos
nas rodas de capoeira,
a famosa Tia Ciata!
O samba como consolação.
O samba chegava
fazendo graça,
Donga registra Pelo
Telefone, quase um maxixe.
Daí o começo da
profissionalização da música popular;
o nascimento do
samba.
Pixinguinha, um do mais importante compositor,
esse ritmo cresceu
com a ajuda do rádio.
Eu não devia dizer,
mas esse som
esse samba
bota agente mal
acostumado.
No samba alivio as
minhas dores,
cultivada durante o
período incerto,
assim veio o grande
compositor Ari Barroso
com Aquarela do
Brasil.
Sem medo de perder as
ilusões do samba de Noel Rosa
querendo que o povo
se anime,
não poderia
esquecer-me do ilustre Dorival Caymmi!
Agora que ficou
marcado,
mas do que antes
sem duvidas de
sombra,
e mesmo com o impacto
da segunda guerra
resistiu e, resiste o
samba.



