I
A INDIFERENÇA; HERANÇA ENTRE OS
HOMENS.
“Nossa
memória virou um deposito de informações inúteis.”
Augusto Cury
Imagine uma
enorme mancha naquela sua camisa preferida, com certeza você fará de tudo para
tirá-la, mas por mais que a esfrega a mancha ainda continua, então a põem no
sabão em pó e na água sanitária por algumas horas, mesmo assim a mancha continua.
Existe na
sociedade uma mancha maior, com a qual deveríamos nos preocupar ainda mais, não
falo de uma simples manchinha em uma camiseta, me refiro a uma enorme mancha
que é à desigualdade social, o racismo, o preconceito e a descriminação, tais
manchas se tende a crescer já que estamos em uma busca constante pelo poder,
desde o primórdio da humanidade, o que não é de se admirar a dominação do homem
pelo próprio homem. A humanidade talvez esteja ciente de tal processo, mas
ainda não estão preparados para se tornarem seres submissos, por isso estão na
busca incansável pela dominação da raça.
Não se importam com o que diz respeito à sociedade como todo. Como
também não é de se estranhar que apenas a minoria se beneficie de uma total
riqueza, não estão nem ai para o próximo, “farinha pouca meu pirão primeiro”.
Este pensamento é que nos tornam diferente, porém é verdade nua e crua entre a
existência de duas novas espécies; a espécie de exploração e a espécie a ser
explorada.
Mas o quer
nos leva a pensarmos assim? Não precisamos ir longe e nem olhar além do
horizonte, basta inclinar um pouco mais a cabeça, olhar além do nosso derredor
e ver em resposta a toda essas explorações a desigualdade social, a falta de
caráter dos governantes e a má distribuição de renda entre a população, o
sofrimento, a dor e a fome, causando no ser humano a ganância e o ódio. Ódio
esse que nos impede de sermos uma sociedade em plena igualdade e harmonia.
Somos escravos em pleno século XXI trabalhando por um misero salário mínimo que
como o próprio nome já diz, mal dá para pagar as nossas despesas. Os altos
impostos. Mas o porquê de tudo isso? Somos seres excepcionais, gozemos de uma
inteligência suprema, deveríamos usá-la para o bem geral. Afinal somos todos
humanos.
E as
religiões? Nada fazem. Não estão nem ai, não passa de ilusões. O que querem é
apenas encher os seus orforges e cada vez mais enriquecerem a custa dos seus
pobres e incansáveis fieis. Sou um homem de fé e nunca deixei de acreditar em
um verdadeiro Deus, que nos ver igualmente em raça, cor e credo. Não estou
entrando em contradição ao meu pensamento. Porém jamais perdi as esperanças,
esta mesma esperança se faz presente em milhares de pessoas. Religiosidade é um
sentimento peculiar que jamais deixaremos de crer, não como fanatismo onde
saímos em traze incorporando de algum deus ou semideus. Defendemos a fé como a
única fonte inabalável, presente em cada ser, na fé ficamos esperançosos e
passamos a confiar ainda mais no outro. Na fé esquecemos que somos explorados e
agradecemos pelo pão, por nós colocados em nossa mesa, é na fé que
compartilhamos a nossa tristeza e alegria. Não importa a dor em que estamos
passando, não é na igreja A ou B que iremos nos livrar dela, é sim na fé
acumulada em nosso coração. Na fé ficamos esperançosos.
Não
ficaremos a mercê de um herói que nunca irá chegar. Vamos travar as nossas
próprias batalhas, sem sacrifício não haverá vencedores. Ou viveremos sempre de
ilusões de lindas palavras vomitadas pela burguesia em seus longos discursos em
seguida aplaudi-los? Não. Devemos botar para fora o nosso ódio a nossa
insatisfação mostrar que é preciso nos ouvir também, compreender este
sentimento que nos movem. Unido seremos fortes, seremos livre desta escravidão.
Este sentimento por mim apresentado não me dar o direito, que de fato ocorra
com outras pessoas.
Não quero
sugerir, nem influenciar decisão definitiva na solução de tais problemas,
talvez a humanidade deveras ser assim mesma. E a ideia de dominação do homem
sobre a mesma raça prevaleça, há quem goste de ser submisso e depois vem por a
culpa no sistema, deve está na própria genética.
Observam no
tipo bem vestido suas roupas elegantes, elegância que deixar esplandecer em seu
semblante a antipatia pela sua própria espécie onde não se ouve da sua boca um
cumprimento como forma de educação, não discutiremos educação como todo, pois
acredito na maneira em que cada um buscou ou teve a sua educação. Admiro o
homem honesto e trabalhador que esta em pleno gozo do seu digno suor, já que
não estou aqui criticado fulano ou sicrano, apenas argumentando o meu ponto de
vista.
Se eu chorar
um dia que seja de alegria, de me senti esperançoso por esta abrindo caminhos,
ou melhor, reabrindo-os. Com amor Deus construiu o universo e nos deu o sopro
da vida. Este mesmo amor com o qual Deus nos fez, deveríamos amar uns aos
outros. É com tamanha tristeza que anúncio: este sentimento se perdeu para dá
lugar ao ódio e a mágoa. Com isso cada dia mais cresce a revolta nas pessoas “uma reflexão mais apurada nos diz que o sentimento
do ego do adulto não pode ter sido o mesmo desde o início.” Afirma Sigmund
Freud.
Analisaremos a dor e o sofrimento enfrentado por pais de família que como
conseqüência da educação negada aos filhos. Vejam a sua família sendo desfeita
por um inimigo que a cada dia invade um novo lá a fim de destruir a paz ali
presente, me refiro à droga. Muitos jovens sem esperança buscam aconchego neste
terrível inimigo, vem assim a se tornarem vândalos sem jamais terem tido
oportunidade na vida.
Se você pede para um pedreiro construir a sua casa e jamais for lá ver o
desenrolara da obra, com certeza no final algo saíra errado e em que você ira
por a culpa? Claro que será no pedreiro. Assim fazemos com os nossos filhos os
entregamos cedo ao mundo. Diferente da construção que pode ser destruída e
refeita, os nossos filhos não.
Infelizmente sofreremos. Enfrentaremos reações que subjugávamos não
acontecer conosco, impressionado pelo fato, mais
uma vez o sistema levará a culpa. Vamos acorda. Somos nós o próprio sistema e o
que estamos fazendo para mudá-lo?
Deixemos de ser hipócrita, precisamos assumir a nossa parcela de culpa.
Não adianta chorar o leite derramado, não estamos vivendo na época do
coronelismo. Temos ao nosso favor a liberdade de expressão. Se formos treinados
apenas para o sucesso, então como encararmos as nossas frustrações?