quarta-feira, 29 de agosto de 2012

LIVRO AINDA BEM SOCIEDADE AUTOR: JOSÉ LEOPOLDO


I
A INDIFERENÇA; HERANÇA ENTRE OS HOMENS.

“Nossa memória virou um deposito de informações inúteis.”
 Augusto Cury

Imagine uma enorme mancha naquela sua camisa preferida, com certeza você fará de tudo para tirá-la, mas por mais que a esfrega a mancha ainda continua, então a põem no sabão em pó e na água sanitária por algumas horas, mesmo assim a mancha continua.
Existe na sociedade uma mancha maior, com a qual deveríamos nos preocupar ainda mais, não falo de uma simples manchinha em uma camiseta, me refiro a uma enorme mancha que é à desigualdade social, o racismo, o preconceito e a descriminação, tais manchas se tende a crescer já que estamos em uma busca constante pelo poder, desde o primórdio da humanidade, o que não é de se admirar a dominação do homem pelo próprio homem. A humanidade talvez esteja ciente de tal processo, mas ainda não estão preparados para se tornarem seres submissos, por isso estão na busca incansável pela dominação da raça.  Não se importam com o que diz respeito à sociedade como todo. Como também não é de se estranhar que apenas a minoria se beneficie de uma total riqueza, não estão nem ai para o próximo, “farinha pouca meu pirão primeiro”. Este pensamento é que nos tornam diferente, porém é verdade nua e crua entre a existência de duas novas espécies; a espécie de exploração e a espécie a ser explorada.
Mas o quer nos leva a pensarmos assim? Não precisamos ir longe e nem olhar além do horizonte, basta inclinar um pouco mais a cabeça, olhar além do nosso derredor e ver em resposta a toda essas explorações a desigualdade social, a falta de caráter dos governantes e a má distribuição de renda entre a população, o sofrimento, a dor e a fome, causando no ser humano a ganância e o ódio. Ódio esse que nos impede de sermos uma sociedade em plena igualdade e harmonia. Somos escravos em pleno século XXI trabalhando por um misero salário mínimo que como o próprio nome já diz, mal dá para pagar as nossas despesas. Os altos impostos. Mas o porquê de tudo isso? Somos seres excepcionais, gozemos de uma inteligência suprema, deveríamos usá-la para o bem geral. Afinal somos todos humanos.
E as religiões? Nada fazem. Não estão nem ai, não passa de ilusões. O que querem é apenas encher os seus orforges e cada vez mais enriquecerem a custa dos seus pobres e incansáveis fieis. Sou um homem de fé e nunca deixei de acreditar em um verdadeiro Deus, que nos ver igualmente em raça, cor e credo. Não estou entrando em contradição ao meu pensamento. Porém jamais perdi as esperanças, esta mesma esperança se faz presente em milhares de pessoas. Religiosidade é um sentimento peculiar que jamais deixaremos de crer, não como fanatismo onde saímos em traze incorporando de algum deus ou semideus. Defendemos a fé como a única fonte inabalável, presente em cada ser, na fé ficamos esperançosos e passamos a confiar ainda mais no outro. Na fé esquecemos que somos explorados e agradecemos pelo pão, por nós colocados em nossa mesa, é na fé que compartilhamos a nossa tristeza e alegria. Não importa a dor em que estamos passando, não é na igreja A ou B que iremos nos livrar dela, é sim na fé acumulada em nosso coração. Na fé ficamos esperançosos.
Não ficaremos a mercê de um herói que nunca irá chegar. Vamos travar as nossas próprias batalhas, sem sacrifício não haverá vencedores. Ou viveremos sempre de ilusões de lindas palavras vomitadas pela burguesia em seus longos discursos em seguida aplaudi-los? Não. Devemos botar para fora o nosso ódio a nossa insatisfação mostrar que é preciso nos ouvir também, compreender este sentimento que nos movem. Unido seremos fortes, seremos livre desta escravidão. Este sentimento por mim apresentado não me dar o direito, que de fato ocorra com outras pessoas.
Não quero sugerir, nem influenciar decisão definitiva na solução de tais problemas, talvez a humanidade deveras ser assim mesma. E a ideia de dominação do homem sobre a mesma raça prevaleça, há quem goste de ser submisso e depois vem por a culpa no sistema, deve está na própria genética.
Observam no tipo bem vestido suas roupas elegantes, elegância que deixar esplandecer em seu semblante a antipatia pela sua própria espécie onde não se ouve da sua boca um cumprimento como forma de educação, não discutiremos educação como todo, pois acredito na maneira em que cada um buscou ou teve a sua educação. Admiro o homem honesto e trabalhador que esta em pleno gozo do seu digno suor, já que não estou aqui criticado fulano ou sicrano, apenas argumentando o meu ponto de vista.
Se eu chorar um dia que seja de alegria, de me senti esperançoso por esta abrindo caminhos, ou melhor, reabrindo-os. Com amor Deus construiu o universo e nos deu o sopro da vida. Este mesmo amor com o qual Deus nos fez, deveríamos amar uns aos outros. É com tamanha tristeza que anúncio: este sentimento se perdeu para dá lugar ao ódio e a mágoa. Com isso cada dia mais cresce a revolta nas pessoas “uma reflexão mais apurada nos diz que o sentimento do ego do adulto não pode ter sido o mesmo desde o início.” Afirma Sigmund Freud.
Analisaremos a dor e o sofrimento enfrentado por pais de família que como conseqüência da educação negada aos filhos. Vejam a sua família sendo desfeita por um inimigo que a cada dia invade um novo lá a fim de destruir a paz ali presente, me refiro à droga. Muitos jovens sem esperança buscam aconchego neste terrível inimigo, vem assim a se tornarem vândalos sem jamais terem tido oportunidade na vida.
Se você pede para um pedreiro construir a sua casa e jamais for lá ver o desenrolara da obra, com certeza no final algo saíra errado e em que você ira por a culpa? Claro que será no pedreiro. Assim fazemos com os nossos filhos os entregamos cedo ao mundo. Diferente da construção que pode ser destruída e refeita, os nossos filhos não.
Infelizmente sofreremos. Enfrentaremos reações que subjugávamos não acontecer conosco, impressionado pelo fato, mais uma vez o sistema levará a culpa. Vamos acorda. Somos nós o próprio sistema e o que estamos fazendo para mudá-lo?
Deixemos de ser hipócrita, precisamos assumir a nossa parcela de culpa. Não adianta chorar o leite derramado, não estamos vivendo na época do coronelismo. Temos ao nosso favor a liberdade de expressão. Se formos treinados apenas para o sucesso, então como encararmos as nossas frustrações?

Um comentário:

José Leopoldo Torres de Albuquerque Filho disse...

MEU AMIGO VOCÊ ESTA QUEBRANDO UMA BARREIRA ENORME, VOCÊ TEM POTENCIAL, SIGA ESTE TEU NOVO CAMINHO QUE TENS UM MARAVILHOSO FUTURO.