domingo, 21 de julho de 2019

Saindo do Buraco


"O texto é de um conteúdo muito incentivador. Diria que auxilia positivamente em horas difíceis ou mesmo em instantes de dúvidas, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Abrir este particular de sua vida ilustrando o quão doloroso é o processo de fazer escolhas e que isso acontece o tempo todo, pode dar incentivos a outras vidas para seguir adiante quando estiverem na prova de obstáculos. Não se trata de autoajuda, mas de conselhos vivenciados e de engajamento literário."

FÁBIO DEOGENES - Escritor

Faz mais de seis anos que deixei esse projeto de lado, não me via apto a continuar, esse é um daqueles projetos ousados, comecei-o em 2013 sempre acreditando o quanto seria desafiador, mas, sempre acreditando que seria capaz de conclui-lo algum dia, foi quando percebi que isso estava muito além, que não era para mim. Escrever um livro não é fácil coisa nenhuma! E definitivamente isso não é para mim. Então deixei tudo de lado e segui o curso da vida. Hoje sou casado, tenho uma esposa linda e maravilhosa que vez ou outra reclama o porque que eu não escrevia mais poemas, pois quando nos conhecemos havia lançado meu primeiro livro, um livro de poemas com o titulo: “Remorso Infernal” e antes de nos casarmos lancei o segundo livro, “Atalho Para o Coração”, também de poemas. Recebia com muito carinho as cobranças do meu amigo escritor e poeta Emílio Carlos Ribeiro Tapioca, hoje secretário de Cultura do município, mas eu não queria apenas ser poeta, queria algo mais, algo mais impactante que tocasse com força os corações das pessoas e de qualquer um que o lesse. Quero deixar claro de antemão que não se trata de um livro de autoajuda, mas de um incentivo, um forte empurrão para seguir sempre em frente.
Foi no mês de Julho de 2019 que conheci uma obra que renovou as minhas forças e me fez retomar esse projeto, o livro “Pegue a Visão” de um rapaz chamado Rick Chesther um vendedor de água em Copacabana que dá um upgrade e ver a sua vida sendo transformada, como ele mesmo diz, começou a “colher os frutos dos quais havia plantado”. Eu também plantei algumas coisas boas durante a minha trajetória e também estava colhendo e por ventura estava muito feliz até ler o livro do Rick e perceber que eu poderia ir mais além, muito mais longe ainda, foi então que retomei esse projeto.
Já passei por muitas provações nessa vida, no ano de 2010 cheguei ao ápice do topo do sofrimento, ou melhor ao fundo do poço do sofrimento que havia começado lá em primeiro de janeiro de 1994 quando perdi minha mãe na luta conta o câncer. No ano de 2010 muitas coisas aconteceram, meu irmão mais novo, João, estava defecando sangue e todos os exames que ele fazia não dava em nada, era muito ruim ver meu irmão naquele estado, nessa época morávamos juntos em uma casinha que havíamos alugado - ele namorava Jaciara - hoje eles estão casados e eu com Bianca minha esposa. Contudo, aos finais de semana eu costumava ir para rua, sair com os amigos e beber bastante (para honra e gloria de Cristo Jesus, hoje sou cristão) e neste mesmo ano João foi diagnosticado com grave problema renal, os rins dele havia parado de funcionar, era necessário ele fazer hemodiálise e posteriormente cirurgia de transplante - falarei sobre isso depois. Pois bem como eu havia dito, no dia dezenove de julho no final de noite voltado de Nova Redenção para casa em Andaraí, sofri um grave acidente automobilístico, fui para no Hospital Regional do Estado - HGE, o carro em que vínhamos de uma farra com os "amigos" capotou por longo percurso e entre os envolvidos fui o que saiu mais machucado. Minha cabeça partiu, meu couro cabeludo cai sobre meu rosto, sentir quando levei a mão passando-a no machucado, perdi muito sangue, sentia um frio intenso. Minha tia Chica (in memória) vinha no carro da assistencial social e como um anjo da guarda enviado por Deus jogou sobre meu corpo imóvel no chão caído um cobertor e ficou ali do meu lado chorando e me encorajando dizendo que tudo acabaria bem. 
Lembro-me que dei meu celular para ela e pedir que ligasse para Bianca e avisasse que eu estava bem. Lembro que alguns minutos depois Fabiano de dona Zélia, Mike e Ney Bike veio nos socorrer. Fui colocado no carro de Fabiano e levado para o hospital de Andaraí, onde me deram os primeiros atendimentos. Fabiano vinha toda a estrada conversando comigo para eu não dormi, teve um momento que ate me chateei com ele. 
Assim que chegamos já fui logo sendo atendido e pouco tempo depois, visto a gravidade, fui encaminhado para Salvador, onde fiz alguns exames e minha cabeça foi suturada, desde acidente e ate aquele momento passei acordado, minha madrasta Maria foi comigo (historia que contarei mais a frente).
Cheguemos na capital baiana ainda na madrugada, onde fui levado direto para mesa de cirurgia em seguida me aplicaram alguns injeções e fui apagando, porém, ainda assim ouvia ou médios, enfermeiros e estagiários conversando e tirando pedaços de vidros e de metais do carro da minha cabeça, "olha o carro era preto, veja isso!". Após a cirurgia, logo em seguida recebi alta e fui mandando para casa, com o rosto todo desfigurado por conta dos inchaços. Após esse acidente alguma coisa boa tinha que acontecer e uma dela foi que Bianca, mesmo estando há pouco tempo namorando comigo, ela ficou do meu lado, meus irmão, ficaram todos do meu lado, João, Lucas e Ney o nosso irmão mais velho junto com sua esposa Ana Lúcia (Nuy) me levaram para casa deles e ficaram cuidando de mim, outra coisa que acabei descobrindo, meus “amigos” se afastaram todos, exceto alguns, Ronald (in memoria), Jailton Ângelo, todos da família Carvalho Silva e todos aqueles "amigos" de farra se afastaram por completo.
Como tudo não são flores, passando algum tempo meu pai caiu e quase por pouco não fraturou o fêmur. Com o passar do tempo e com as feridas cicatrizando eu ainda me via tirando algum pedaço de vidro do meu corpo, ainda hoje tenho um preso na minha cabeça como lembrança dessa época. Porem, a maior dor que sentir foi quando vi meu irmão chegar com um tubo branco envolvido com esparadrapo no pescoço o que com o tempo descobrir que se tratava de um catete, corri ainda tonto por conta da pancada que havia levado na cabeça no acidente e abracei meu irmão, a gente chorou muito ali abraçados e eu sentir muito medo de perder meu irmão naquele momento. Contarei depois tudo com mais detalhes.  
As antes quero te dizer o quão longe você também pode chegar, tenha fé e seja paciente nunca faça das pessoas na sua vida degraus, respeite-as e acima de tudo seja perseverante e continue sua caminhada e se cair e todos os seus planos derem errados  não se frustre, levante bate a poeira e não tenha medo de recomeçar e lembre-se se errar, aceite que o erro foi seu e não acuse o outro por um erro que foi você quem cometeu, assim, como se você acertar o mérito do acerto é seu, eu sei da sua capacidade e quanto você irá longe, apenas seja paciente e mantenha sempre o foco e a fé em Deus. Não desvie do caminho da fé jamais e o mais importante de tudo. Quando chegar ao topo não se esqueça da sua origem, de onde você saiu, nunca se esqueça da suas origens!


Um comentário:

Unknown disse...

Meu irmão parabéns cada dia mais tenho orgulho de ser seu irmão.