terça-feira, 24 de abril de 2012

EULINA Para a minha mãe.

MEU FILHO
Sonho feito saudade
lembranças que traz alegria,
na busca que algum dia
o sonho vire realidade.
- Mãe, porque não me responde?
Fico em exílio
querendo ouvir a tua voz,
chamando-me de filho.
O céu alegra-me,
o Sol ilumina o meu rosto
enxugando as minhas lágrimas;
- Vai mãe, pode ir...
Deixe-me chorar,
sabe que vou ficar triste;
sorria esse teu sorriso de menina...
Adeus mãe EULINA.

SIMPLICIDADE (01/06/2011) Ao meu grande irmão (in memória)


SAUDADES!

Junior,
vi em teu sorriso
algo forte,
um sorriso sem graça.
Parecia triste,
onde está agora?
Foi-se embora,
no raiar da aurora.
Foi-se sem se despedir.
Vi em teu sorriso
desprezo,
intolerância
algo que não era seu,
vi uma vontade de viver.
Vi arrogância e vi a tristeza novamente,
em ti que só reinava alegria
raramente o via reclamando da vida.
Não desfrutou...
Partiu com um sorriso sem graça
deixando amigos e a família.
Tudo para tras.
Fugiste da verdade
deixaste gravado em meu peito saudades...
Eternas saudades!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O CAÇADOR LENDÁRIO (06/10/05)


Era uma vez, em uma época distante, tão distante, (melhor nem dizer a quantidade de léguas que era.) Em um lugar mais distante ainda, morava um senhor muito corajoso que nada temia. Porem era um homem de uma boa educação. E quase me esqueci, ele era também o melhor atirador da região, quanto este sacava a sua carabina o melhor era mesmo nem provocar.
    Foi em seu povoado que a sua fama começou e, daí em tão ficou famoso por ter uma mira certeira e já mais havia ele errado um tiro, seu nome Geraldo, mais ficou conhecido como Zé Tiro Certo. Vivia naquele povoado no maior sossego, junto com sua única filha, Tereza; moça bela de olhos cor de mel despertava os desejos dos rapazes daquele lugarejo.
    Já havia se passado muito tempo que este havia perdido a sua querida esposa, motivo que o levou a abandonar o que mais gostava de fazer, que era caçar. E desde então não atirava mais, despertando os muitos comentários: dizia que ele ficou ruim de mira, que havia perdido o jeito.
    Em certa manhã, Zé Tiro Certo acordou um pouco atordoado, sentindo muita falta da esposa. Não quis tomar o café, nem o beijo que já lhe era de costume da na filha, ele não deu. Levantou e foi sentar em sua cadeira de balanço, sentou e cruzou os braços na altura do peitoral, empinou o queixo e fixou os olhos para um ponto qualquer, parecendo está esperando por alguém que com certa não voltaria mais.
    Como já os disse antes a fama do Zé Tiro Certo havia se espalhado por todo mundo, e em um lugar não tão distante da li, algo muito estranho acontecia, seu João, um rico fazendeiro tinha comprado um casal de bois búfalos. E estes dois animais estavam causando a maior confusão, corria atrás de todos, não deixava ninguém atravessar a ponte velha que o pessoal tinha para poder ir até a cidade fazer as suas compras. Já tinha acertado uma chifrada em seu Manuel, o morador mais antigo do lugar. O rico fazendeiro já tinha feito de tudo para pegar estes bois, tentava de toda maneira e nada adiantava. Começaram a dizer que os bois eram encantados e, que quando os vaqueiros saiam para capturá-los, os bois corriam para bem longe, fazendo até com que os vaqueiros que conheciam aquele lugar como ninguém se perdesse.
    Seu João não sabia mais o que fazer, triste com os prejuízos e com os acontecimentos, pediu aos seus vaqueiros e aos moradores que pudessem matar os bichos. Só que todos os esforços eram em vão, quando eles atiravam nos animais o tiro se espalhava e não acertava nem um grão de chumbo nos bois. A notícia desses dois bois encantados se alastrou por todos os lugares. Até um velho sábio, que sabendo de dota à história dizia ele que desencantaria os bois.
    Seu João decidido a acabar logo com toda esta confusão resolve aceitar a ajuda do velho sábio, que nada pedi em troca. Seu João tão agradecido quis logo tratar de desencantar estes bois, pegou o seu cavalo, deu outro para o velho sábio, e ambos partiram floresta adentro. Isso se passa pela manhã. E quando o Sol já se escondia, eles apontaram na beira da mata, ambos estavam cabisbaixo e todo esfarrapados. Tinha corrido a trás dos bois o dia todo e, de nada valera os seus esforços.
    Vendo o velho sábio que seus esforços de nada valeram, e vendo que a tristeza dominava na face daquele senhor que se mostrava preocupado com as vidas dos moradores do local. Surge uma luz:
-         Zé Tiro Certo! Soa da boca do sábio como se ele fosse à solução imediata.
-         Zé Tiro Certo, que é este? Pergunta sem entender o seu João.
-         Zé Tiro Certo é a solução de todo este seu problema. Ele é o maior atirador de todos os tempos.
-         Vamos já a procura dele.
    Nem esperaram que o novo dia surgisse, e já saíram à procura de Zé Tiro Certo. Depois de três dias de caminhada, finalmente chegaram ao povoado onde Zé Tiro Certo morava.
-         Onde morra Zé Tiro Certo? Perguntaram para uma senhora que se encontrava sentada a beira da porta.
-         Logo à frente.
-         Obrigado, minha senhora!
    Incansável da longa caminhada, ambos dirigiram-se a casa do Zé Tiro Certo. Chegaram quase sem fôlego, encontraram seu Zé sentado em sua cadeira de balanço, a balançar.
-         Seu Zé. Precisamos urgentemente de vossa ajuda!
-         Mas, em que lhes posso ser útil meus senhores?
-         Seu Zé Tiro Certo. Estamos a três dias de caminhada, e viemos com a esperança de que a vossa pessoa possa nos salvar...
-         Os salvar, de que?
-         De uns monstros que atormenta o nosso vilarejo. Completa o seu João.
-         Monstros?
-         Sim, sim, ou... Não, não...
-         Pêra ai, sim ou não?
-         Não. Quer dizer sim! Não porque não são monstros.
-         E que diacho são?
-         São dois bois búfalos.
    O silêncio se fez presente por alguns instantes, seu Zé Tiro Certo não estava entendendo nada, seus olhos fitava os dois senhores como se fosse um ponto no meio do céu.
-         E então? Assim foi quebrado silêncio por seu João.
-         E então, eu sinto muito, mas nada posso fazer pelos senhores.
-         Por favor, seu Zé não diga não a uma coisa dessas!
    O desespero era visto nos olhos daquele “podre” homem, que já estava perdendo todas as suas esperanças, a tristeza agora o dominava. Nos seus olhos não mais existia brilho. E vendo ele que sua última oportunidade estava perdida, nada mais restava a não ser desistir e se dá por vencido. Neste momento seu Zé Tiro Certo ver uma lágrima rolando pelo rosto de seu João. Como seu coração era o mais puro e bondoso, ele resolve ajuda-los.
-         Está bem eu irei, mas tenho certeza que não poderei fazer muito pelo seu vilarejo.
-         Mesmo assim fico muito grato senhor. Nesse momento pode se notar um novo brilho nos olhos de seu João.
    Seu João e o seu assistente passam a noite na casa de Zé Tiro Certo. No dia seguinte partem antes do nascer do Sol, pois quanto mais cedo saírem, mas cedo chegaram. A caminhada como já sabem, são duros três dias, mas como andaram dessa vez um pouco mais rápida, fez em dois dias e meio. Se não fosse o Sol forte talvez gastassem até um pouco menos.
    Chegaram, e nem quiseram arriar. Seu Zé Tiro Certo foi o único que desceu, mas, só foi para carregar a sua carabina. Depois do feito montou novamente e, lá se vão eles mata adentro.
    Esperançoso todo povo se reúne na capelinha, para rezarem e pedir a ajuda Divina. Os homens somem nada mais agora resta a não ser esperar.
    Tempo depois lá se vinhas os homens cabisbaixos, com o suor escorrendo pelo rosto, a tristeza era logo percebida estampada nos seus rostos. Com achegada deles vinha junto à noite, todos foram descansar.
     Na noite nada mais se ouvia, a não serem os grilos cantando, seu Zé Tiro Certo não conseguia dormir, seu sono havia se espalhado. Confuso em sem sono, resolve levantar e ir até a baia a procura de um cavalo. Sai nas pontas dos pés para não ser percebido, escolhe um dos cavalos, põem a sela no animal. Volta até o quarto para poder buscar a sua carabina, em seguida sai. É surpreendido pelos cachorros que começa a latir, despertando o sono de seu João, que assustado levanta acende o candeeiro, vai até a janela, não vendo nada volta para se deitar.
     Alguns minutos se passaram, quando seu João e todo o povo da vizinhança acordaram com um estouro de um tiro, todos os candeeiros iluminavam neste momento. Alguns acompanharam seu João, que não vendo seu Zé Tiro Certo, logo percebeu que só poderia ser o próprio a tal acontecimento.
     Zé Tiro Certo tinha atirando em um dos bois, mas vendo ele que o tiro estava pequeno e não tinha sido capaz de fazer um arranhãozinho se quer no animai, resolveu recarregar com um pouco mais de pólvora, e umas esferas de aço.
    Em seguida, ouve se outro estouro, dessa vez tão forte que clareou todo o vilarejo causando o efeito cogumelo. Todos apavorados correram para ver de perto, chegando ao local nada viram, a não ser um arrastão que se estendia a quase uns três quilômetros. E ao longe uma voz pedindo socorro, adivinha quem era? Acertou! Era seu Zé Tiro Certo todo esfarrapado, a sua carabina havia se estourado. Seu Zé Tiro Certo foi levado para a casa de seu João. Agora você deve está se perguntando o que aconteceu com os bois. Pois então, contar-te-ei: com um tiro bem certeiro seu Zé Tiro Certo acabou com a vida de um e, o outro com o passar do tempo morreu de tristeza.
   E naquele vilarejo seu Zé Tiro Certo passou a ser um herói, todos viveram felizes para sempre. Bem pelo menos é o que eu acho.
 
 
Autor; José Leopoldo Torres de Albuquerque Filho 
   

segunda-feira, 26 de março de 2012

O ALÉM (30/07/09)


Sigo desesperadamente a luz,
o amor é o anjo que me guia.
O tempo não é para mim,
o ciumento irmão mais novo do amor.
Ouço o irradiante som da infinidade
não cabe em mim tanta felicidade,
sou condenado a admirar o tempo que for necessário.
Esta foi a minha sorte
a vida não me assusta mais,
estou em um sono profundo,
despertar-me pode significar a minha morte.
Manifesto a minha grande gloria
ao seguir esta luz que me ofusca,
torno-me consciente!

VAGANDO COM O PENSAMENTO (16/07/05)



Meu pensamento flutua a procura do nada.
Simplicidade! Abro a porta;
não sei se devo atravessá-la,
tenho medo, mais quero correr este risco.
Pinto no Céu uma estrela,
teu brilho é intenso.
Ainda penso que há alguns instantes não passava de
rabiscos.
Do medo posso fugir,
da vaidade outro modo de vida.
Tanto sofrimento;
uma ambição, que ambição!
Poucos rumores.
Quer morrer, olhos entreabertos,
invadem o peito as dores.
Acaricia a testa, do mal que lhe trouxeram os gozos.
Fica mudo querendo driblar o seu sofrer,
preso pela caricia dos ciúmes.
Agora louco com o mundo,
tens medo de morrer.

O DIA QUE DEUS VOLTAR (16/07/05)




Perdoe aos fracos, queira perdoar-me.
Eis ó Deus! Que liberta as criaturas,
Onipotente Divino, que habita as alturas.
Senhor! Meu senhor!
Queira vir nos fazer uma visita,
Mas seja forte meu senhor!
O mundo já não é o mesmo:
Embora eu não admita a tudo,
ou tudo seja por um a caso.
Por mais crimes que cometi.
Sei que não sou o único,
e que tudo pode relevar com o teu amor.
Desça do Céu ó senhor!
E responderei os crimes que o mundo faça,
sei que é o soberano, imortal, e santo de luz
potente de graça.

CONTO: O GRÃO DE MILHO


Sentados à beira do terreiro, dois compadres conversavam. Um de braço longo e forte, barriga apertada pelo cinto que segurava as calças, chapéu de massa na cabeça e na cintura pendurado um facão; seu nome era Ivo.
    O outro trajava uma calça surrada pelos os espinhos das matas e, um velho chapéu de palha e ao invés de trazer consigo um facão, trazia uma foice. Este se chamava Assis.
    No desenrolar da conversa, passa uma pobre formiga trazendo em suas afiadas garras um grãozinho de milho, o compadre Ivo ao vê-la, agacha-se e a toma o pequeno grão.
-         Dê cá meu milho!
    O outro compadre vendo a ação de Ivo levanta e, diz:
-         É compadre, eu já vou indo.
-         Uai! Por que compadre?
-         Eu vir aqui para te pedir meio saco de milho emprestado, mas pelo visto...
-         Oxe! Compadre e o que é que tem uma coisa a ver com a outra? Leva seu milho, leva um saco logo. E no ano que vem o senhor me paga.
-         Vendo que não vai lhe fazer falta, eu levo.
    Aceitando o saco de milho, o compadre parte, para poder da inicio ao seu plantio...
    Se passado muito tempo, Assis volta à casa de seu compadre Ivo, para poder lhe pagar o saco de milho em que lhe havia tomado emprestado.
-         Ta ai, compadre, o saco de milho que eu te tomei emprestado, muito obrigado.
-         Pois não compadre, quando precisar, pode voltar.
-         Fico muito agradecido.
    Depois dessa ultima prosa, passa-se muito mais tempo. Até que se chegasse a esta cena que contar-lhes-ei agora:
    As safras do compadre Assis se acabaram, e adivinha com quem ele foi novamente se ver. Acertou, foi logo a casa de seu compadre Ivo. Selou seu velho burrico, pegou a estrada e foi parar na casa do Ivo. Chegou ainda acompanhado pelo forte sol de meio-dia.
-         Bom-dia compadre.
-         Bom-dia, o que o trás aqui há esta hora?
-          É compadre, como o senhor sabe este ano o negocio não foi muito bom.
-         Sim, sei!
-         E como o senhor sabe, mais uma vez eu me vi apertado. Por isso venho aqui para mais uma vez te abusar, e ver se o senhor pode me desapertar.
-         Abusar nada.
-         Era pra ver se o senhor poderia me emprestar mais um saco de milho?
-         Claro, compadre, claro. Vem comigo.
    Abre a porta do armazém, que está cheia de milho do chão ao teto.
-         Ver compadre, este meu estoque todo de milho?
-         Sim...
-         Foi aquele grão que eu tomei da formiga, lembra?
-         Mas, mas como?
-         Eu plantei-o, ai deu, tornei a plantar. E plantei, replantei até chegar a tudo isso ai.


sexta-feira, 9 de março de 2012

POESIA É... (16/11/2006) JOSÉ LEOPOLDO

A poesia é uma porta aberta
Esperando que alguém chega e atravessa
Em busca do novo,
De sonhos.

A poesia é uma canção de ninar
Que o poeta canta todas as noites
Quando vai se deitar...

A poesia é isso,
O brilho que ninguém consegue explicar.
É o lamento em silêncio
Com medo de alguém escutar
E vir ajudar.

É uma dor que quem sente
Não quer se libertar.

É como fogo,
Que quem toca se queima.
É como o amor, que mesmo quando se perde
Ainda se quer amar.

A poesia são tantas coisas
Que não tem como explicar.












Obra protegida por lei, ficando proibida a reprodução total ou parcial sem autorização do autor.

NOVA AMIZADE JOSÉ LEOPOLDO






Vejo-me as gargalhadas com a solidão
A mesma solidão que outrora me fez chorar,
Pensava que era inimiga,
Eu a fazia de minha inimiga.
Solidão que agora me aconchega e me faz sorri.














Obra protegida por lei, ficando proibida a reprodução total ou parcial sem autorização do autor.
SONHO

(30/06/05)

JOSÉ LEOPOLDO

Era noite e serenava,
A luz forte dos refletores brilhava como nunca
O céu continuava belo.
As estrelas eram como enormes vaga-lumes,
Você apareceu alegre como sempre.
Teu sorriso era o mesmo, o mais puro.
Uma estrela se apagou com a sua chegada,
Até a lua se escondeu;
Linda!
E com consequência amá-la-ei.
As flores desabrochavam quando viam você passar,
Era mesmo linda!
Uma dádiva talvez.
Teus olhos cor de mel, seu rosto de anjo,
Coração límpido, amor.
Que o tempo seja eterno e desvenda os mistérios
Que guarda em teu coração.
Tragarei para ti uma aliança,
Teus olhos brilharam uma luz, mas forte que a dos refletores.
Teu coração bateu tão forte que pude ouvi-lo,
Tocar uma melodia falando de amores.
Abracei-te, sentir ainda mais
A nossa felicidade,
Realizamos o nosso grande desejo
O sonho que compartilhamos em segredo
Completamos com um beijo.
Veja as estrelas surgiram e até a lua reapareceu,
Vieram testemunhar essa nossa união.
O silêncio nos dominou,
Nesse momento acordei.
                   

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